Cheguei à psicanálise pelo divã, antes dos livros.

Sou psicanalista, e cheguei à psicanálise pelo caminho mais antigo que existe: o da própria análise. Foi a experiência do divã, o convívio com minhas angústias, com aquilo que em mim insistia e não encontrava palavra, que me levou ao estudo da teoria, e não o contrário. Sigo em análise até hoje, porque entendo que é dali que uma escuta se sustenta.
Minha clínica se orienta pela tradição freudiana e pelo ensino de Jacques Lacan, com atenção àquilo que cada um traz de mais singular: o que se repete, o que insiste, o que não cessa de não se escrever. Trabalho a partir da escuta, sem fórmulas prontas e sem promessas de respostas rápidas, porque o que está em jogo numa análise é outra coisa.
Como trabalho
"A análise não busca adaptar o sujeito ao mundo. Ela o convida a escutar o que nele mesmo insiste, aquilo que retorna, que se repete, que pede uma outra forma de ser dito."
Atendimento
Atendo online, em sessões individuais, por videochamada em plataforma segura. O atendimento online, quando bem conduzido, preserva integralmente o dispositivo analítico: o que importa numa análise não é a proximidade física, é a construção de uma escuta que sustente a fala do sujeito ao longo do tempo.
Entrevistas preliminares
O trabalho começa com algumas entrevistas preliminares, momento em que conversamos sobre o que o trouxe até aqui e em que avalio, com você, se há indicação para iniciarmos uma análise propriamente dita. Esse tempo inicial é importante: uma análise não se começa de qualquer jeito, nem com qualquer um.
O tempo da análise
A partir daí, as sessões acontecem em frequência regular, a combinar. Não trabalho com pacotes, roteiros pré-definidos, nem com promessa de tempo determinado, porque o tempo de uma análise é o tempo de cada um, e isso só se sabe no percurso.
Ética e sigilo
Tudo que é dito em sessão permanece em sessão. O sigilo é condição absoluta da escuta analítica e uma exigência da ética que orienta meu trabalho, não um detalhe técnico, mas aquilo que torna a análise possível.
Credenciais
Minha formação em psicanálise se desenvolveu na tradição freudiana e no aprofundamento da clínica lacaniana, que orienta minha prática hoje. Participo regularmente de cartéis e grupos de estudo no campo lacaniano, mantendo interlocução contínua com colegas, porque entendo que a formação do analista não se encerra num diploma: ela se sustenta no trabalho de cada dia, no próprio divã, e no debate sério com outros analistas.
Minha clínica é acompanhada por supervisão regular com analista mais experiente. Essa é, para mim, uma exigência ética do ofício: nenhum analista trabalha sozinho, e é no atrito com a escuta do outro que a própria escuta se afina.
Complementarmente, realizei formação em sexologia, voltada às questões do desejo, dos vínculos e dos conflitos afetivos, temas que atravessam a clínica com frequência e que merecem ser escutados em sua espessura própria, sem reduzi-los ao puramente biológico nem ao puramente moral.
Tenho também pós-graduação em neuropsicanálise, campo que me interessa pelo diálogo que propõe entre o funcionamento psíquico, a linguagem e o corpo, sem que isso signifique abandonar a especificidade da escuta analítica, que permanece sendo meu chão de trabalho.
Pronto para começar?
A primeira sessão é apenas uma conversa. Sem compromisso, sem diagnóstico antecipado. Apenas escuta.
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